2009/06/24

Entrevista de Ferreira Leite na Sic

Foi com grande satisfação que assisti à entrevista da líder do PSD, pois encontrei-lhe um discurso e uma forma de estar que se coaduna com a liderança d um país.

Acho que a política adoptada, pela verdade, pela honestidade e pela sinceridade é uma real mais valia para o PSD, e sobretudo para o país. Gosto deste discurso, e em grande contradição com penteado e indumentária, da clareza e da lucidez do discurso. Com rigor mas sem dramatismos, com verdade, sem alinhar em compromissos despropositados e sem embarcar no tradicional discurso eleitoralista. Gostei em especial da intenção de fazer um programa de governo com verdade e clareza, sem aquele discurso retórico, críptico e balofo com que temos sido brindados.

A chamada de atenção ao anúncio de medidas sem para elas haver provisão orçamental, ao anúncio antes do facto consumado, à política de show-off, sem rumo, foi muito pertinente e particularmente acertada.

Dito isto, não consigo esquecer que foi esta senhora que pela primeira vez me pôs na rua, me envolveu numa manifestação, me fez correr aos gritos, fechar portões de escolas, fazer greves e protestos. Mas, ninguém é perfeito, e em verdade não consigo antever futuro para portugal continuando lá este pequeno ditador. E como FL disse, e muito bem, nestas eleições discute-se na essência quem queremos a governar Portugal, ps ou psd. 

2009/03/22

Sem ti. O fim em si...

Estou sem ti. Definitivamente, para sempre sem ti. Sinto não dor que me consome mas saudade que me castiga.

Como esquecer o amor de uma vida, a nossa alma gémea? Alguém o sabe, ou melhor alguém o fez? Para mim é um reto impossível, um desígnio que nem os deuses alcançaram. E eu probre mortal estou condenado a uma vida a carregar esta dor.

Quando me deito começa a percorrer-me uma ansiedade devastadora. Sinto o estômago a contrair-se e enroscar-se como um cão velho. A minha mente de forma incontrolável começa a pensar em ti, autónoma e castigadora. A nostalgia invade-me. Sinto saudades de ti, ciúmes daquele a quem dirás no futuro que amas, como um dia mo disseste a mim. Sinto saudades de ti, uma nostalgia profunda, pois sei que nunca mais mo dirás, que nunca mais to direi. Isso torna-se tão mais dilacerante quanto mais sei que nunca mais te esquecerei. És parte de mim, um siamês que não se separa tão vitalmente unido estará. E sinto pena. Pena de quem a seguir me disser que me ama, de quem não conseguirei mais amar desta forma tão única.

No entanto, fui feliz. Senti o amor, aquele que fez cair reinos e mover montanhas. Senti-o na alma e entreguei-me a ele rendido, dedicado, escravizado. Tenho pena de quem nunca o sentiu tão mais porque não sabe como algo assim pode ser especial, diferente e transformador.
Resta-me entregar-me ao desconsolo da ausência. Ao sofrer em silêncio, ao chorar mágoas partilhadas com uma cúmplice almofada, ao ouvir baladas de amor que finjo minhas. Em sonhos estou em contigo e aí, sim, dói. São dias terríveis aqueles em que te sonho, nunca ao meu lado. E o dia seguinte ainda é pior. É uma dor que nunca mais acaba. Sinto-me mal, com náuseas, dor física. Fiquei atónito quando descobri que sem ti sofria dores físicas. Eras uma dependência minha, reconheço.

Não estou preparado para este futuro, nem com me identifico com este presente. Tu também não. Ou não. Já não te conheço… Olho para a tua janela, espero encontrar-te e nunca te vejo. Que farás, o que pensas? Sentirás saudades, preocupas-te comigo? Conheceste alguém? Era algo mais fácil e dinamizador da mágoa se assim fosse.

Eu preocupo-me contigo. Inquieta-me que não estejas preparada para o que te espera. Não gostava de te ver enganada em relações sem sentido, em sexo sem mais nada, que abunda por aí. Não te desejo isso, mas também não te desejo nada. Não te desejo mal mas ainda não sou capaz de pedir bem. Estou magoado e dorido como nunca estive. Amo-te e amar-te-ei sei-o como uma pena perpétua mas jamais serei capaz de to dizer outra vez.
Outro dia fiz aquilo que tinha jurado não fazer. Implorar, tentar voltar atrás. Nunca mais, acabou. Foi um momento de dor transcendente. Nunca nada me tinha custado tanto. Um dia torturante precedido de uma noite terrível, devastadora. Mas foi uma vez sem exemplo. Nunca mais. Não me respondeste. Foi a primeira vez que não me respondeste, que ignoraste uma vez em que abri a alma. Não sei o que seria melhor, ter tido resposta ou não. Não sei, mas que me doeu cá bem fundo na alma, doeu. Foi nesse dia que eu soube que nunca mais te poderia dizer que te amo, que nunca mais seria teu. Nunca mais. E quem me dera poder dizer-te que nunca mais te amaria. Pode ser que um dia… Duvido, mas espero-o.

Não entendi porque me deixaste, porque resolveste atirar fora um amor de uma vida. Sem querer puxar muito a brasa à minha sardinha, duvido muito que voltes encontrar alguém que ame da forma dedicada e incondicional como eu te amava. Duvido que encontres um homem que te respeite e que te ame como eu te amo. Decidiste assim, seria melhor para ti. Não sei, duvido mas respeito, como sempre te respeitei.
Aquela estrela, que não o é, planeta do amor que escolhemos para rumo na noite deveria ser proibida de brilhar. De marco, de rumo, de símbolo de amor passou a marca de uma dor que como ela me acompanhará até ao fim da vida.

É triste despedir-me de ti. É uma dor inenarrável que não se consegue explicar.

Adeus C.

2008/12/24

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes

2008/11/11

My special K

What's my special K?

O Amor, a Amizade, o ódio?

What drives me thru life?


Neste momento a contemplação cínica do rídiculo da vida.

2008/07/20

"Não estamos a falar de idosos, dos típicos desempregados, mas de pessoas com menos de 40 ou 45 anos que se calhar não deixam de pagar a netcabo nem desmarcam as férias na agência de viagens mas passam fome".
Manuel de Lemos [presidente da União das Misericórdias], DN, 20-07-2008


Nem mais. 

2008/06/17

Porto na Champions

Estava mais do que visto que o a FC Porto SAD é uma entidade profissional e que este falso assunto criado à volta de uma hipotética não participação na Champions ia ser resolvido. Realmente as sad, ou pelo menos algumas, vieram elevar o futebol que deixou de ser palco de amadorismos. 

Duas Irmãs, Um Rei

Philippa Gregory ISBN:978-972-26-2546 2001 Civilização

Um livro muito interessante que retrata de forma exaustiva a corte decadente e intriguista desde o apogeu de Henrique VIII até ao início da sua decadência moral e física.
A escritora domina as artes da escrita e mostra nesta narrativa um conhecimento profundo sobre a aquela época da história de Inglaterra, retratando de forma genial as pessoas, os cheiros, os modos, enfim, toda aquela realidade que raramente vemos retratada com tanta crueza.

2007/10/12

O silêncio dos inocentes

Até quando vamos continuar a aceitar estas atitudes censórias e ditatoriais do Governo?
Como é possível acatarmos, como um rebanho bem comportado, estas imposições, este controlo totalmente despropositado?
Há que lutar pela nossa liberdade! Não podemos compactuar com um governo que envia polícias a sindicatos intimidar e "aconselhar" palavras de ordem!

2006/05/29

Uma pausa

2006/03/22