Sócrates
Fui ver ai site meter e descobri que muita gente aqui vem parar ao procurar em motores de busca José Sócrates. Aviso à navegação: Vêm enganados. Aqui não se escreve nada de bom sobre o Sócrates. Vão para outros lados se querem a ruína do país. Não estou a expulsar ninguém mas convenhamos, aqui não é o melhor lugar para quem quer dados do Sócrates. Não me faltava mais nada estar para aqui a elogiá-lo.
Além do mais vai perder as eleições. Não sou quem o diz. É a Linda Reis!
2005/02/01
Morte
Morreu o actor Canto e Castro e à notícias na rádio, televisões e etc. Se morre um triste qualquer que nunca tenha feito nada público vai para a página da necrologia. Estes actores e afins vão para as notícias (de merda). Morreu, morreu. Azar. Estava vivo e morreu. Só os vivos morrem foda-se. Tomaram os mortos poder morrer outra vez.
Morreu o actor Canto e Castro e à notícias na rádio, televisões e etc. Se morre um triste qualquer que nunca tenha feito nada público vai para a página da necrologia. Estes actores e afins vão para as notícias (de merda). Morreu, morreu. Azar. Estava vivo e morreu. Só os vivos morrem foda-se. Tomaram os mortos poder morrer outra vez.
Lei de Murphy's
If anything can go wrong, it will.
E de facto. Porra hoje foi um dia de cão. Quando finalmente se vê uma luz ao fundo do túnel ficamos encadeadas e damos por nós a flutuar no nada, sempre a divagar, nunca conseguindo ancorar em porto seguro. Quando temos miséria e pensamos que vem ter connosco a felicidade levamos com a ruína em cima. Não há hipótese. O mundo é cão e o homem está condenado a sofrer e sofrer e sofrer. Não há esperança. Não há sentido para a vida. O objectivo é manter-nos à tona deste canal de esgoto, mas somos sempre arrastados para o fundo pelo peso da nossa iniquidade. O mal que vem de Deus é provação e o bem é ventura, dizia Diderot. Deus escapa-se sempre. Se calhar com razão. Aturar uma espécie como a nossa deve ser... Paciência. Se existe e nos fez que nos ature. Que ature toda a merda que somos e que fazemos. É a provação dele. E merecida.
Não há hipótese. Porra!
Estou a ouvir Mão Morta. Espero que não afecte o cinismo deste texto.
Nunca há hipótese. Apaguem as luzes que chegou a vez deste palhaço triste entrar em cena. Preparem a lona rota. Já tenho o nariz de plástico a corcunda que não é preciso criar, os sapatos rotos e gastos, o traje velho e decadente, a pintura que se esboroa por uma cara pintada de risos e tropelias que carrega uma alma em dor aos saltos de frieza e arrepios de sofrimento.
Iluminem o palco decadente que o palhaço vai entrar em cena. No público há risos, há desdém. É sempre assim. Nunca pode haver comiseração. Tristezas não pagam dívidas. E um riso explode no palco agora lustroso e limpo. É o palhaço rico, é a vida a rir-se do outro. Do pobre, das meias tricolores com buracos de ratos. Sim aquele dos sapatos rotos e cansados. Sim aquela que despreza a vida e a quem a vida ri. Reparem ri. Não sorri. Ri com maldade, com toda a maldade que há no mundo concentrada nesta estridente gargalhada. O riso dilacera, mata, aniquila a alma do nosso pobre palhaço. A pintura de má qualidade vai-se esborratando transformando o sorriso numa expressão de dor suja, uma mistura de branco, vermelho sanguíneo e preto da alma.
Preparem-se. A batalha vai começar. Conseguirá o pobre derrotar a vida? Como pode? Derrotar a vida não é a morte. Então percebe o pobre o que antes, na sua palidez tumular não tinha descortinado. Era um espectro, vago e deambulante, errático perante a vida que o atropelou e se roubou.
A miséria tende a crescer.
Esutem o vosso computador. O que é que ele diz? Ele fala? Falará se o souberes ouvir.
Um cérebro a derreter na escumalha mental de um degenerado não faria pior serviço que o que a vida nos faz. As almas não se tornam negras. Nascem assim, pretas, negras escuros, na sombra que é a nossa génese. Não caminhamos para a luz, evitamo-la. Como o Drácula de Stoker a vida caminha no oculto da noite nas sombras a tentar sugar mais vida, aos pobres seres que vai mantendo sob a sua asa.
A mágoa dói. Dói mais que o que achamos possível suportar. Mas suportamos, que remédio. O que estará para além de toda a dor? Que Bojador teremos que dobrar para a passar, para a deixar para trás. Será um ponto sem retorno ou dará direito a bilhete de ida e volta.
A dor física aguenta-se. A dor na alma suporta-se? Porque não deixar rebentar esta merda toda, abandonar a dor de alma abandonando a alma. A mdor dói. Mas porque temos que ser masoquistas e sofrer tudo em silêncio como um palhaço estúpido a quem morreu o cão. Rebentar o mundo, a vida, estoirar miolos, desparecre com a alma, fugir de deus e do mundo que nos oprime cega e não deixa suspirar. Não esconder as cartas no poker da vida. Afinal o bluff não resulta. Vai. Vai em frente. Junto ao precípio vai, anda, não tenhas medo, sussurro. Mas eu não tenho medo. Foi só o meu cão que morreu. Não interessa, vai, dá o passo salvítico e redentor dobra esse cabo e passa além da dor, não te intimides, no medo já tu estás, olha a vida de frente e escarra-lhe na cara. Passa esse ignominoso momento. Vai! Vai!
Os esqueletos escondidos no armário ganham vido e os ossos tilintam. E é bom! Soam bem. Que música, excelsa e plena. Quero pertencer ao sindicato da dor, afogar as mágoas em alcóol edítilico que faça esquecer... Mas oh, nada faz esquecer. As drogas que matam e moem não fazem esquecer. Não, não vás por aí. Tens o precipício. Vai. atita-te sem pensar, sem olhar duas vezes, contempla o teu futuro de ossos esmagados e vísceras espalhadas. Ah, redenção. Ah, paraíso. Há dor? Porquê?
If anything can go wrong, it will.
E de facto. Porra hoje foi um dia de cão. Quando finalmente se vê uma luz ao fundo do túnel ficamos encadeadas e damos por nós a flutuar no nada, sempre a divagar, nunca conseguindo ancorar em porto seguro. Quando temos miséria e pensamos que vem ter connosco a felicidade levamos com a ruína em cima. Não há hipótese. O mundo é cão e o homem está condenado a sofrer e sofrer e sofrer. Não há esperança. Não há sentido para a vida. O objectivo é manter-nos à tona deste canal de esgoto, mas somos sempre arrastados para o fundo pelo peso da nossa iniquidade. O mal que vem de Deus é provação e o bem é ventura, dizia Diderot. Deus escapa-se sempre. Se calhar com razão. Aturar uma espécie como a nossa deve ser... Paciência. Se existe e nos fez que nos ature. Que ature toda a merda que somos e que fazemos. É a provação dele. E merecida.
Não há hipótese. Porra!
Estou a ouvir Mão Morta. Espero que não afecte o cinismo deste texto.
Nunca há hipótese. Apaguem as luzes que chegou a vez deste palhaço triste entrar em cena. Preparem a lona rota. Já tenho o nariz de plástico a corcunda que não é preciso criar, os sapatos rotos e gastos, o traje velho e decadente, a pintura que se esboroa por uma cara pintada de risos e tropelias que carrega uma alma em dor aos saltos de frieza e arrepios de sofrimento.
Iluminem o palco decadente que o palhaço vai entrar em cena. No público há risos, há desdém. É sempre assim. Nunca pode haver comiseração. Tristezas não pagam dívidas. E um riso explode no palco agora lustroso e limpo. É o palhaço rico, é a vida a rir-se do outro. Do pobre, das meias tricolores com buracos de ratos. Sim aquele dos sapatos rotos e cansados. Sim aquela que despreza a vida e a quem a vida ri. Reparem ri. Não sorri. Ri com maldade, com toda a maldade que há no mundo concentrada nesta estridente gargalhada. O riso dilacera, mata, aniquila a alma do nosso pobre palhaço. A pintura de má qualidade vai-se esborratando transformando o sorriso numa expressão de dor suja, uma mistura de branco, vermelho sanguíneo e preto da alma.
Preparem-se. A batalha vai começar. Conseguirá o pobre derrotar a vida? Como pode? Derrotar a vida não é a morte. Então percebe o pobre o que antes, na sua palidez tumular não tinha descortinado. Era um espectro, vago e deambulante, errático perante a vida que o atropelou e se roubou.
A miséria tende a crescer.
Esutem o vosso computador. O que é que ele diz? Ele fala? Falará se o souberes ouvir.
Um cérebro a derreter na escumalha mental de um degenerado não faria pior serviço que o que a vida nos faz. As almas não se tornam negras. Nascem assim, pretas, negras escuros, na sombra que é a nossa génese. Não caminhamos para a luz, evitamo-la. Como o Drácula de Stoker a vida caminha no oculto da noite nas sombras a tentar sugar mais vida, aos pobres seres que vai mantendo sob a sua asa.
A mágoa dói. Dói mais que o que achamos possível suportar. Mas suportamos, que remédio. O que estará para além de toda a dor? Que Bojador teremos que dobrar para a passar, para a deixar para trás. Será um ponto sem retorno ou dará direito a bilhete de ida e volta.
A dor física aguenta-se. A dor na alma suporta-se? Porque não deixar rebentar esta merda toda, abandonar a dor de alma abandonando a alma. A mdor dói. Mas porque temos que ser masoquistas e sofrer tudo em silêncio como um palhaço estúpido a quem morreu o cão. Rebentar o mundo, a vida, estoirar miolos, desparecre com a alma, fugir de deus e do mundo que nos oprime cega e não deixa suspirar. Não esconder as cartas no poker da vida. Afinal o bluff não resulta. Vai. Vai em frente. Junto ao precípio vai, anda, não tenhas medo, sussurro. Mas eu não tenho medo. Foi só o meu cão que morreu. Não interessa, vai, dá o passo salvítico e redentor dobra esse cabo e passa além da dor, não te intimides, no medo já tu estás, olha a vida de frente e escarra-lhe na cara. Passa esse ignominoso momento. Vai! Vai!
Os esqueletos escondidos no armário ganham vido e os ossos tilintam. E é bom! Soam bem. Que música, excelsa e plena. Quero pertencer ao sindicato da dor, afogar as mágoas em alcóol edítilico que faça esquecer... Mas oh, nada faz esquecer. As drogas que matam e moem não fazem esquecer. Não, não vás por aí. Tens o precipício. Vai. atita-te sem pensar, sem olhar duas vezes, contempla o teu futuro de ossos esmagados e vísceras espalhadas. Ah, redenção. Ah, paraíso. Há dor? Porquê?
Para ti Amor
Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço, namoro sem amasso
Sou eu assim sem você
To louca pra te ver chegar
To louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço, retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo Porque? Pooooooorque?
Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Adrina Calcanhoto, Fico assim sem você
Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço, namoro sem amasso
Sou eu assim sem você
To louca pra te ver chegar
To louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço, retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo Porque? Pooooooorque?
Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Adrina Calcanhoto, Fico assim sem você
Vai
Vai. Pega nessa nota e sai. Não passaste de um momento fugaz e surdo. O traje de trabalho que usas já não me atrai. Muda esse vestido e sai. Sai para o vermelho da noite onde a escuridão é devassa e ébria. Sai. Sai para as torrentes de lama que inundam as pútridas ruas onde candeeiros iluminam como candeias, numa luz pegajosa e nebulosa. Sai.
Vai. Pega nessa nota e sai. Não passaste de um momento fugaz e surdo. O traje de trabalho que usas já não me atrai. Muda esse vestido e sai. Sai para o vermelho da noite onde a escuridão é devassa e ébria. Sai. Sai para as torrentes de lama que inundam as pútridas ruas onde candeeiros iluminam como candeias, numa luz pegajosa e nebulosa. Sai.
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