Durão Barroso
Eu perco-me a rir. Todos criticavam o homem. Quando foi indigitado para presidir à Comissão Europeia gritaram: Está a abandonar o país! Aqui del Rei!
Agora há uma unanimidade em torno do seu nome que me espanta. Então quando foi eleito personalidade portuguesa do ano pelos representantes da imprensa estrangeira em Portugal os elogios rasgaram-se da esquerda à direita. Muito justo! Competente! É português, caramba!
O que mudou? Foi preciso um prémio dos representantes da imprensa estrangeira em Portugal para abrir os olhos dos seus concidadãos? Foi preciso que eles nos dissessem que o cargo de Durão Barroso é muito prestigiante... Miserere... Que país!
Já agora, como curiosidade, nos últimos anos algum político tinha sido eleito?
2005/03/29
Base de dados genéticos
Sobre isto já ouvi as maiores barbaridades.
Servirá para prevenir o crime marcando certos indivíduos. Barbaridade! Então um governo de esquerda não acha que depois de cumprir pena um cidadão que cometeu um crime pagou a sua dívida à sociedade??? Ficará o seu registo genético mais à maõzinha para as autoridades!
Vai servir para mais facilmente identificar vítimas de uma catástrofe. No comments.
Uma coisa é certa. O meu material genético só será partilhado com eu quiser. Nunca por obrigação com o estado. Só num caso muito especial alguém ficará com metade desse material e assim passará para a geração seguinte. Mais nada.
Sobre isto já ouvi as maiores barbaridades.
Servirá para prevenir o crime marcando certos indivíduos. Barbaridade! Então um governo de esquerda não acha que depois de cumprir pena um cidadão que cometeu um crime pagou a sua dívida à sociedade??? Ficará o seu registo genético mais à maõzinha para as autoridades!
Vai servir para mais facilmente identificar vítimas de uma catástrofe. No comments.
Uma coisa é certa. O meu material genético só será partilhado com eu quiser. Nunca por obrigação com o estado. Só num caso muito especial alguém ficará com metade desse material e assim passará para a geração seguinte. Mais nada.
2005/03/17
Água II
Primeiro, temos que melhorar e que aumentar a quantidade de água disponível, quer seja apostando na dessalinização, apostando nas novas tecnologias e ao mesmo tempo aproveitar esse desenvolvimento tecnológico. Veja-se o exemplo espanhol, uma vez que estes estão extremamente bem posicionados tecnologicamente para a complexidade que será sempre dessalinizar água.
Segundo, pegar e fazer ver aos consumidores que gastam a maior parte da água, a indústria, a agricultura e os serviços que assim não podemos continuar. É fundamental mudar a estratégia, as prioridades e chegar a um entendimento. É fundamental reduzir os consumos, como por exemplo, incentivando a indústria à reciclagem de água. Também na produção animal estas mudanças seriam assinaláveis. Por exemplo, os criadores deveriam ser forçados a ter ETARs para onde seriam escoadas todas as águas residuais provenientes das instalações onde mantinham os animais. Essas águas depois de tratadas transformam-se em água limpa que pode ser re-aproveitada para a rega e para a reutilização, em lavagens, etc. Isso implicaria uma conscencialização e uma gestão adequada dos recursos que cada produtor tem aos eu alcance. Isso sim são medidas de fundo porque nem o criador seria financeiramente prejudicado e o ambiente saíria como grande vencedor. Os dejectos deixavam de ir parar aos cursos de água, como agora, fazendo um aproveitamento eficaz da água e das lamas provenientes das ETAR. Na indústria a adopção de um modelo semelhante, com a obrigação de cada indústria ter a sua ETAR e fazer o recirculamento da água. Neste circuito reduzir-se-ia o consumo de água, mantendo quase ad infinitum a mesma água a circular. Isto seria uma poupança ambiental e económica para a própria indústria.
Isto partiria de uma educação cívica, ambiental e tecnológica, de uma ciência de recursos e de um empenho real do Ministério do Ambiente em ser educativo e não punitivo.
Primeiro, temos que melhorar e que aumentar a quantidade de água disponível, quer seja apostando na dessalinização, apostando nas novas tecnologias e ao mesmo tempo aproveitar esse desenvolvimento tecnológico. Veja-se o exemplo espanhol, uma vez que estes estão extremamente bem posicionados tecnologicamente para a complexidade que será sempre dessalinizar água.
Segundo, pegar e fazer ver aos consumidores que gastam a maior parte da água, a indústria, a agricultura e os serviços que assim não podemos continuar. É fundamental mudar a estratégia, as prioridades e chegar a um entendimento. É fundamental reduzir os consumos, como por exemplo, incentivando a indústria à reciclagem de água. Também na produção animal estas mudanças seriam assinaláveis. Por exemplo, os criadores deveriam ser forçados a ter ETARs para onde seriam escoadas todas as águas residuais provenientes das instalações onde mantinham os animais. Essas águas depois de tratadas transformam-se em água limpa que pode ser re-aproveitada para a rega e para a reutilização, em lavagens, etc. Isso implicaria uma conscencialização e uma gestão adequada dos recursos que cada produtor tem aos eu alcance. Isso sim são medidas de fundo porque nem o criador seria financeiramente prejudicado e o ambiente saíria como grande vencedor. Os dejectos deixavam de ir parar aos cursos de água, como agora, fazendo um aproveitamento eficaz da água e das lamas provenientes das ETAR. Na indústria a adopção de um modelo semelhante, com a obrigação de cada indústria ter a sua ETAR e fazer o recirculamento da água. Neste circuito reduzir-se-ia o consumo de água, mantendo quase ad infinitum a mesma água a circular. Isto seria uma poupança ambiental e económica para a própria indústria.
Isto partiria de uma educação cívica, ambiental e tecnológica, de uma ciência de recursos e de um empenho real do Ministério do Ambiente em ser educativo e não punitivo.
Água I
O INAG recomendou que as entidades que gerem o fornecimento de água cobrassem o dobro às pessoas que gastassem em excesso, definindo um excesso dúbio. Esta medida é mediática, chama à atenção primária dos consumidores mas efectivamente não se traduzirá em nada mais que o simples engordar de contas.
Isto porque em Portugal a maior fatia do gasto de água pertence à indústria, logo seguida pela agricultura e serviços, sendo que só depois aparecem os consumidores particulares. A fatia destes é baixa e ridícula e se quisermos ser realistas não conta peva para manter as reservas aquíferas do país. Se quisermos educar o povo e por uma questão de racionalidade e civismo o quisermos levar a incutir o ideal da poupança de água devíamosadoptar medidas educativas e não punitivas ou restritivas.
Definir uma família média como composta por 3 pessoas e meia (este meia...) sem ter em consideração o tamanho efectivo de cada agregado familiar, podendo esta ter 8 ou 9 pessoas ou só ter 2, é um absurdo completo, ainda por cima quando se estimula o aumento da taxa de natalidade e o aumento do número de filhos por casal. Imagine-se uma família com 5 ou 6 filhos ou uma família com os ascendentes a viver na mesma habitação vai ultrapssar o excesso definido sendo assim punida quando ao invés estes agregados familiares devem ser favorecidos.
Em resumo estes problemas de falta de água, que assolam há mais anos o sul de Espanha levou--os a criarem planos como o da transferência de água entre rios, que causou grande celeuma em Portugal e criaram várias estações de dessalinização de água do mar para uso agrícola.
Isto é uma questão de pensarmos em que é que queremos apostar. Queremos apostar na agricultura de regadio nas tradicionais zonas de sequeiro alentejanas? Se o queremso fazer, e queremos senão não tínhamos construído o elefante do Alqueva, um projecto anacrónico à nascença, temos que pensar onde a vamos buscar, sabendo que ela é limitada, escassa e tenderá a ser mais escassa no futuro.
Agora punir absurdamente o consumidor final não parece fazer grande sentido, nem ser preecedente de uma política ambiental que entre em linha de conta com os reais problemas que a água apresenta e apresentará. Se realmente queremos tomar medidas de fundo e preservar as reservas aquíferas de que dispomos temos que pensar em escala.
O INAG recomendou que as entidades que gerem o fornecimento de água cobrassem o dobro às pessoas que gastassem em excesso, definindo um excesso dúbio. Esta medida é mediática, chama à atenção primária dos consumidores mas efectivamente não se traduzirá em nada mais que o simples engordar de contas.
Isto porque em Portugal a maior fatia do gasto de água pertence à indústria, logo seguida pela agricultura e serviços, sendo que só depois aparecem os consumidores particulares. A fatia destes é baixa e ridícula e se quisermos ser realistas não conta peva para manter as reservas aquíferas do país. Se quisermos educar o povo e por uma questão de racionalidade e civismo o quisermos levar a incutir o ideal da poupança de água devíamosadoptar medidas educativas e não punitivas ou restritivas.
Definir uma família média como composta por 3 pessoas e meia (este meia...) sem ter em consideração o tamanho efectivo de cada agregado familiar, podendo esta ter 8 ou 9 pessoas ou só ter 2, é um absurdo completo, ainda por cima quando se estimula o aumento da taxa de natalidade e o aumento do número de filhos por casal. Imagine-se uma família com 5 ou 6 filhos ou uma família com os ascendentes a viver na mesma habitação vai ultrapssar o excesso definido sendo assim punida quando ao invés estes agregados familiares devem ser favorecidos.
Em resumo estes problemas de falta de água, que assolam há mais anos o sul de Espanha levou--os a criarem planos como o da transferência de água entre rios, que causou grande celeuma em Portugal e criaram várias estações de dessalinização de água do mar para uso agrícola.
Isto é uma questão de pensarmos em que é que queremos apostar. Queremos apostar na agricultura de regadio nas tradicionais zonas de sequeiro alentejanas? Se o queremso fazer, e queremos senão não tínhamos construído o elefante do Alqueva, um projecto anacrónico à nascença, temos que pensar onde a vamos buscar, sabendo que ela é limitada, escassa e tenderá a ser mais escassa no futuro.
Agora punir absurdamente o consumidor final não parece fazer grande sentido, nem ser preecedente de uma política ambiental que entre em linha de conta com os reais problemas que a água apresenta e apresentará. Se realmente queremos tomar medidas de fundo e preservar as reservas aquíferas de que dispomos temos que pensar em escala.
2005/03/16
Um blog aconselhável
Para compreender porque os jornalistas são de esquerda.
Para estimular o sentido crítico.
O Dr. Heldér tem pontos de vista assizados.
Vão lá. Façam como eu. Riam um pouco. Reflictam também. Sim, porque isto da controvérsia cabe a todos.
Dr. Hélder, vai já saltar para os meus favoritos! Muitas e boas Travessias!
Para compreender porque os jornalistas são de esquerda.
Para estimular o sentido crítico.
O Dr. Heldér tem pontos de vista assizados.
Vão lá. Façam como eu. Riam um pouco. Reflictam também. Sim, porque isto da controvérsia cabe a todos.
Dr. Hélder, vai já saltar para os meus favoritos! Muitas e boas Travessias!
2005/03/15
Mulheres no novo Governo
Em 16 ministros há 2 mulheres.
Em 35 Secretários de Estado há 4 mulheres.
E Maria de Belém, ex-ministra da igualdade dos tempos de Guterres, sublinha à Sábado «que existe a tendência para recuar nessa matéria. Exemplos? A presença reduzidíssima de mulheres nas bancadas do PSD no Parlamento.»
E eu sublinho também, em claro e contrastante inverso com a presença de mulheres no executivo socialista que é verdadeiramente representativa do seu peso político e é uma iniciativa sem precedentes na democracia portuguesa! Maria de Belém deve estar radiante por ver tanta igualdade neste governo!
É bem verdade que só vemos os defeitos nos outros, apesar de serem ainda mais notórios em nós.
Em 16 ministros há 2 mulheres.
Em 35 Secretários de Estado há 4 mulheres.
E Maria de Belém, ex-ministra da igualdade dos tempos de Guterres, sublinha à Sábado «que existe a tendência para recuar nessa matéria. Exemplos? A presença reduzidíssima de mulheres nas bancadas do PSD no Parlamento.»
E eu sublinho também, em claro e contrastante inverso com a presença de mulheres no executivo socialista que é verdadeiramente representativa do seu peso político e é uma iniciativa sem precedentes na democracia portuguesa! Maria de Belém deve estar radiante por ver tanta igualdade neste governo!
É bem verdade que só vemos os defeitos nos outros, apesar de serem ainda mais notórios em nós.
Câmara de Lisboa
Pelos vistos a Câmara de Lisboa até funciona ao fim-de-semana. O facto de Santana só hoje ter re-assumido a Presidência atrasou e perturbou de uma forma fantástica o funcionamento da mesma. Isto segundo um representante dos trabalhadores. Isto é que é gente que gosta de trabalhar! Santana habituou-os bem! É raro ver tanto vontade em trabalhar que até se comenta as resmas de trabalho perdido no fim-de-semana! Oh senhor, volte lá para trás da secretária onde estava a fazer que trabalha e esteja caladinho!
Pelos vistos a Câmara de Lisboa até funciona ao fim-de-semana. O facto de Santana só hoje ter re-assumido a Presidência atrasou e perturbou de uma forma fantástica o funcionamento da mesma. Isto segundo um representante dos trabalhadores. Isto é que é gente que gosta de trabalhar! Santana habituou-os bem! É raro ver tanto vontade em trabalhar que até se comenta as resmas de trabalho perdido no fim-de-semana! Oh senhor, volte lá para trás da secretária onde estava a fazer que trabalha e esteja caladinho!
Lóbi farmacêutico
É parecido com aquele bicho que a optimus representou na publicidade como sendo a assinatura mensal da PT. Grande, gordo e feio. E muito poderoso.
Então tenho que alaudir Sócrates que ainda agora começou e já tem contra si o poderoso lóbi das farmácias. Só por isso já subiu uns pontos. É uma medida de coragem se conseguirem implementá-la.
É parecido com aquele bicho que a optimus representou na publicidade como sendo a assinatura mensal da PT. Grande, gordo e feio. E muito poderoso.
Então tenho que alaudir Sócrates que ainda agora começou e já tem contra si o poderoso lóbi das farmácias. Só por isso já subiu uns pontos. É uma medida de coragem se conseguirem implementá-la.
Dizem cada coisa
Sócrates é chamado a governar numa conjuntura que é a mais ingrata das ultimas 3 décadas.Vicente Jorge Silva. DN.
Como é possível que alguém diga alarvidades destas? Conjuntura mais ingrata que a que apanhou Durão Barroso? Mais ingrata que a de Santana?
Vicente, Vicente... Assim ainda vai pró governo...
Sócrates é chamado a governar numa conjuntura que é a mais ingrata das ultimas 3 décadas.Vicente Jorge Silva. DN.
Como é possível que alguém diga alarvidades destas? Conjuntura mais ingrata que a que apanhou Durão Barroso? Mais ingrata que a de Santana?
Vicente, Vicente... Assim ainda vai pró governo...
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