2006/01/04

Como uma manhã pode começar bem

Dia 29, de manhã, seguia eu na minha viatura com o rádio sintonizado na Comercial. Eis então que o animador, o Diogo Beja, diz que vai pôr no ar a música que mais passava quando começou a trabalhar na rádio.
Surgem como uma lufada de alegria os primeiros acordes da música break the chain, dos Gene Loves Jezebel. A minha banda de culto, a música que marcou uma fase da minha vida cheia de alegria. Foi só uma música, mas conseguiu fazer mais por mim que um embalagem de prozac. E bem estava a precisar. Obrigado, ó Diogo!


There's no rhyme, no reason
to what I do
I just live my life before I lose
I give, I take, I throw it all away
Pick myself up and I start all over again
Gene Loves Jezebel


Britânicos feministas?

Sim, afinal existirão. Senão veja-se a última capa da Economist.


Uma mulher no topo da escala evolutiva. Sim senhora!

2006/01/02

Novo Ano

Estamos em 2006. Ah pois!

2005/12/24

Prendinhas

José Sócrates:
Uma pista de comboios da Playmobil.
Um aeroporto da Playmobil.

Marques Mendes:

Nicotinell, que a falta de nicotina anda a afectar as performances parlamentares.

Jerónimo de Sousa:
Uma garrafa de JB 15 anos. Aquele whiskie rameloso que de 15 anos só no rótulo e que por ser mais barato que muitos dos novos é o best-seller das prendinhas para encher chouriços. E como o homem até gosta da us pinguita, lá vai.

Cavaco Silva:
Colecção Chomsky.

Francisco Louçã:
Como os crucifixos passaram de moda um retrato abençoado dos pastorinhos de Fátima (com dedicatória do Papa Bento XVI).

Mário Soares:
10 euritos apostados no Cavaco no Betandwin para ver se ainda ganha qualquer coisita nas eleições.

Manuel Alegre:
Da Weasel ao vivo. Como nunca deve ter ouvido...

Ribeiro e Castro:
Uma embalagem de especial Compal edição limitada.

2005/12/21

Soares, the least, I hope.

Soares é um político profissional, disso não restam dúvidas A não o ter sido restar-lhe-ia ser um advogado como tantos outros, sem mais mediatismo que a insignificância.
Soares fez carreira na política com os seus golpes baisxos, a sua política dúbia e pouco transparente.
Soares fez da truculência e do desrespeito arma de arremesso política.
Soares nunca teve uma visão integrada de Portugal, nunca teve para o nosso país uma visão global, responsabilizada e estruturante. Soares andou com a maré, ao sabor de amiguismos internacionais.
Apesar de tudo aparece ligado aos eventos chave do portugal moderno. Lamento dizê-lo, se calhar poucos concordarão comigo, mas nesses momentos esteve sempre por oportunismo e à falta de melhor. Os tempos eram parcos para a afirmação da ainda muito fragilizada direita, a esquerda mais radical não podia ser muito efusiva, então apareceu aquele híbrido de esquerdo, desligado do comunismo, sem complexos fascistas. Foi um político medíocre numa época medíocre. Já quanto ao dossier da entrada de Portugal na CEE, Mário Soares não fez nada que não fosse o esperado. Portugal foi empurrado para a CEE e lá acabaria com ou sem Mário Soares. O seu reinado presidencial devia ser case study para as modernas monarquias. Em grandes painéis mostrar aos seus súbditos, vejam, vejam o que pode ser uma Repúbica! Como figura internacional, mais uma vez, surge o oportunismo. Um dos caciques do socialismo europeu tem de ser chamado à liça pelos seus pares europeus, quando estes daquele geração já nada têm, do pouco que tiveram. O seu tão proclamado destaque é tão importante como o que é dado ao ex-embaixador do Burkina Faso em Washigton. Soares não é um dos pensadores europeus de respeito. Nem na comunidade socialista é visto como um pensador. Foi um agitador do bordão quando mais ninguém o podia fazer.
Soares é mal-educado. Foi um Presidente rude e nunca me esquecerei da cena gravada pela RTP em que ele maltrata elementos da GNR, brigada de trânsito, com ares de césar. Um Presidente é um cidadão, tem obrigações de cidadão e em caso algum está acima lei. No fundo um mal-criadão, com manias de bem nascido, que nunca soube ser povo e mais, nunca o quis ser. Um aristocrata da tanga. Mal-educado como só essa gente que julga poder passar por cima de tudo e todos consegue ser.
E nunca me esquecerei que esse homem queimou a bandeira portuguesa em Londres.

2005/12/16

2005/12/15

Filhos da Puta

Eu nem sei que escreva. Que são estas coisas que geraram esta menina? Haverá qualificativo para estas enormidades?
Só consigo escrever Filhos da Puta, embora peque por defeito. Que barbárie!

Preocupante

Público.
As declarações do Presidente iraniano não são, em si, minimamente preocupantes. É "natural" que um extremista como ele pense assim. Ficaria preocupado se o rei da Jordânia proferisse estas declarações. Cada coisa no seu contexto.
Então o que me preocupa, como o título do post parece indicar e indica?
São 12 comentários. Cinco preocuparam-me.
Eis o que retive.
O Irão sente-se ameaçado. Coitadinho. Lá no fundo os judeus talvez não sejam flores que se cheirem
A culpa é do Bush e da América.
Deve pensar-se o sionismo porque no fundo os judeus não são flores que se cheirem.
A culpa é do Bush e da América.
A culpa é do Ocidente. E os judeus não são flores que se cheirem.
A culpa é do Bush e da América.
A culpa é do sionismo. Os judeus não são flores que se cheirem.
Não é preocupante?

2005/12/14

Daí que tenha voltado à Pirelli

Mês anterior; Julho.
Modelo Kate Moss. Mesmos fotógrafos.
Mais uma vez, uma sensualidade e rebeldia fabulosas. A fotografia quase fala. Excelente.
Esta menina está cada vez mais bonita. Bendita cocaína!

Nem este!

Ainda pensei que este debate animaria. Mas nada. Miséria total. À esquerda reina o vazio diametralmente oposto à quantidade de candidatos.
Um comentário; se a candidatura de Alegre é confusa a de Soares é ridícula.

Eu quero a Branca de Neve!

Enquanto uns gramavam a pastilha e aturar o debate divertia-me eu ver as novas belezuras que me mandaram. Esta fotografia é fantástica e ilustra bem o espírito de todo o calendário (e o corpo... meu deus o corpo!). Côte d'Azur, anos 60, rebeldia, sensualidade...




















Calendário Pirelli 2006
Fotógrafos Mert Alas e Marcus Piggot
E como modelo a bendita Kate Moss, uma sensualíssima Branca de Neve.
Um Agosto a escaldar!
Isto na garagem do revendedor de pneus, no lugar do calendário Zé da sucata, bate chapas e pintor era crime!

Olhe que não, olhe que não!

Cavaco desempoeirado, numa piscadela de olho à esquerda.
Eu bem sabia que a prostituição vinha à baila. Tenho um dedo que adivinha!
A propósito do título TSF: Privatizações dominam debate entre Cavaco e Jerónimo.
Seria preocupante que assim não fosse. Esse título escrevia-o eu sem ver o debate!

















Imagem surrupiada ao querido JPN (Jornalismo Porto Net).
A propósito, excelente texto.

Adenda: O meu título também está originalíssimo!

2005/12/13

Post's com música

Não sei onde ir buscar música para o blogue.
AjUdA!!!


Help, I need somebody,
Help, not just anybody,
Help, you know I need someone, help.


Fronteira - O Outro Lado da Noite

Um projecto que nunca passou disso mesmo.
Fica aqui como guia de boas intenções.
Guião

Fronteira - O Outro Lado da Noite


INTRODUÇÃO

O objectivo deste trabalho será mostrar o ?outro lado da noite? do lado de lá da fronteira, desvendando o tema das casas dedicadas à prostituição que lá abundam. Pretende fundamentalmente mostrar-se que a clientela daquelas casas é na quase exclusividade portuguesa. Será, de certa forma, um road movie.

DESENVOLVIMENTO

A acção passa-se na fronteira entre a cidade portuguesa de Chaves e a cidade espanhola/galega de Verín.
Tais casas são proibidas em Portugal e em Espanha. No entanto, lá são ?toleradas? pelas autoridades, sendo que, cá, são objecto de constantes inspecções e consequentes encerramentos (a prostituição em Espanha foi despenalizada, mas continua a ser crime a exploração sexual). O laxismo do lado galego faz prosperar um grande negócio, tanto que se tornou um hábito entre os moradores portugueses dar uma ?escapadinha? ao lado de lá.
Pretendo dar a conhecer a realidade daquela ?terra de ninguém? quase só frequentada por cidadãos portugueses, quer como clientes, quer mesmo como donos de tais estabelecimentos. Como exemplo de tal realidade transcrevo a seguinte notícia do jornal El Correo Gallego:

Detenidas seis personas por supuestos delitos de prostitución en un club de Vilamartín (Ourense)
OURENSE. EUROPA PRESS

Los arretados son el propietario del club, C.F.A.S., portugués de 43 años de edad y vecino de O Barco; el encargado, J.F.C., de 34 años, también luso y vecino de Vilamartín de Valdeorras; J.M.C.M., de 28 años, de nacionalidad portuguesa y también vecino de Vilamartín; el camarero, A.A.G., portugués, de 43 años y vecino de Vilamartín; el recepcionista S.A.V.C., de 26 años, brasileño y vecino de Vilamartín, y la encargada A.E.V., de 31 años, colombiana y vecina de O Barco.

Pretendo gravar em aúdio este artigo para passar junto com o vídeo.
Vou filmar os exteriores bastante emblemáticos desses ?clubes de carretera? e com isso mostrar que a maioria dos seus clientes são portugueses.
Iniciarei com uma viagem de automóvel onde em primeiro se mostra a passagem da fronteira de forma a ficar bem nítida a impressão de mudança de país. Em seguida mostrarei as imagens dos exteriores de sete clubes situados ao longo da nacional 525. Intercalando estas imagens paradas surgirão imagens captadas do interior do automóvel e que mostrarão o movimento de carros portugueses na mesma. A prostituição galega aquece os frios invernos transmontanos. Sem diálogos pretendo mostrar a solidão que atravessam estes clientes que se refugiam na busca de companhias artificiais mas permanentes nas suas vidas. Estas companhias são mulheres dominadas por redes clandestinas de prostituição
Ficará também bem patente a inacção das autoridades galegas, facto indissociável dos montantes chorudos envolvidos no negócio e que beneficiam, na forma de impostos e taxas, a autarquia de Verín.
Estima-se que o negócio da prostituição na Galiza movimente cerca de 90 milhões de euros/ano, na sua maioria proveniente de clubes de zonas fronteiriças. Em média, um ?club de carretera? faz 180 mil euros por ano entre bebidas e uso dos quartos. Os clientes pagam cerca de 40 euros pelo serviço de uma prostituta. Também estes dados serão ?ditos? durante o filme.


CONCLUSÃO

Numa terra de costumes rígidos, de forte tradição católica, bem ao jeito transmontano, grassa a devassidão e esconde-se a realidade atirando-a não para debaixo do tapete mas para o outro lado da fronteira. Os homens vão a Espanha ao sábado à noite e sem ponta de remorso à missa do domingo seguinte. Com isto satisfaz-se a luxúria de uns e agrava-se a miséria económica e social de outros. Falar das idas a Espanha é tabu. Quem vai não vê ninguém conhecido nem é reconhecido por ninguém. É parte (muito limitada) desta regra que este filme pretende quebrar.