Mário Soares: "Se perder, a culpa é minha".
Não, é minha.
2006/01/11
2006/01/09
Na verdade, os personagens e as personagens desses romances têm um grande pudor: não fodem; limitam-se a ser observados por um coleccionador de metáforas ou um manobrador do Dicionário de Sinónimos dos Fenianos do Porto.
Francisco José Viegas, no seu A Origem das Espécies.
As metáforas das fodas literárias portuguesas mantêm uma ainda muito regrada "higiene" sexual da sociedade portuguesa. Sendo um povo que fode por metáforas não é de admirar essa escrita voyeurista e anódina.
Francisco José Viegas, no seu A Origem das Espécies.
As metáforas das fodas literárias portuguesas mantêm uma ainda muito regrada "higiene" sexual da sociedade portuguesa. Sendo um povo que fode por metáforas não é de admirar essa escrita voyeurista e anódina.
Soares - O silêncio
Soares decidiu não falar mais com os jornalistas. Porquê? Sem dúvida para criar (exacerbar) a sua posição de vítima dos media. Haja vergonha!
Quem deu uma entrevista à SIC tipo serão com o Presidente? (a propósito essa peça, como peça jornalística que era devia estar nos canônes como aquilo que não se deve fazer! Parecia um documentário.).
Na Sábado vinha uma grande entrevista com quem? Soares... E mais uma vez nos seus jardins aéreos...
De que se queixa Soares? Quais são os momentos em que os media não trataram a campanha de Soares como deviam?
Esta eu respondo. Quando dão mais protagonismo ao candidato que aparece em segundo lugar nas sondagens. Quando dão mais protagonismo ao candidato que aparece em primeiro lugar nas sondagens. Quando fazem entrevistas a medo, sem aprofundar assuntos, variando os temas consoante os humores do candidato. Quando têm comportamentos diferenciados perante os candidatos na composição das peças jornalísticas.
Quanto aos comentadores o caso apresenta diferenças. Aí sim, a candidatura de Soares pode queixar-se de estar a ser secundarizada, mesmo ridicularizada. Mas, a diferença é mesmo essa. Os comentadores emitem opiniões próprias, que são apresentadas como tais ao público, distinguindo-se perfeitamente das peças jornalísticas. O comentário não é jornalismo. O que não significa que jornalistas não o possam fazer.
Em resumo, a má imprensa de Soares está ao nível dos comentadores, das opiniões. Ao nível do tratamento jornalístico dado à sua campanha não há razões de queixa, muito pelo contrário.
2006/01/06
2006/01/04
Como uma manhã pode começar bem
Dia 29, de manhã, seguia eu na minha viatura com o rádio sintonizado na Comercial. Eis então que o animador, o Diogo Beja, diz que vai pôr no ar a música que mais passava quando começou a trabalhar na rádio.
Surgem como uma lufada de alegria os primeiros acordes da música break the chain, dos Gene Loves Jezebel. A minha banda de culto, a música que marcou uma fase da minha vida cheia de alegria. Foi só uma música, mas conseguiu fazer mais por mim que um embalagem de prozac. E bem estava a precisar. Obrigado, ó Diogo!
There's no rhyme, no reason
to what I do
I just live my life before I lose
I give, I take, I throw it all away
Pick myself up and I start all over again
There's no rhyme, no reason
to what I do
I just live my life before I lose
I give, I take, I throw it all away
Pick myself up and I start all over again
Gene Loves Jezebel
Britânicos feministas?
Sim, afinal existirão. Senão veja-se a última capa da Economist.

Uma mulher no topo da escala evolutiva. Sim senhora!

Uma mulher no topo da escala evolutiva. Sim senhora!
2006/01/02
2005/12/24
Prendinhas
José Sócrates:
Uma pista de comboios da Playmobil.
Um aeroporto da Playmobil.
Marques Mendes:
Nicotinell, que a falta de nicotina anda a afectar as performances parlamentares.
Jerónimo de Sousa:
Uma garrafa de JB 15 anos. Aquele whiskie rameloso que de 15 anos só no rótulo e que por ser mais barato que muitos dos novos é o best-seller das prendinhas para encher chouriços. E como o homem até gosta da us pinguita, lá vai.
Cavaco Silva:
Colecção Chomsky.
Francisco Louçã:
Como os crucifixos passaram de moda um retrato abençoado dos pastorinhos de Fátima (com dedicatória do Papa Bento XVI).
Mário Soares:
10 euritos apostados no Cavaco no Betandwin para ver se ainda ganha qualquer coisita nas eleições.
Manuel Alegre:
Da Weasel ao vivo. Como nunca deve ter ouvido...
Ribeiro e Castro:
Uma embalagem de especial Compal edição limitada.
Uma pista de comboios da Playmobil.
Um aeroporto da Playmobil.
Marques Mendes:
Nicotinell, que a falta de nicotina anda a afectar as performances parlamentares.
Jerónimo de Sousa:
Uma garrafa de JB 15 anos. Aquele whiskie rameloso que de 15 anos só no rótulo e que por ser mais barato que muitos dos novos é o best-seller das prendinhas para encher chouriços. E como o homem até gosta da us pinguita, lá vai.
Cavaco Silva:
Colecção Chomsky.
Francisco Louçã:
Como os crucifixos passaram de moda um retrato abençoado dos pastorinhos de Fátima (com dedicatória do Papa Bento XVI).
Mário Soares:
10 euritos apostados no Cavaco no Betandwin para ver se ainda ganha qualquer coisita nas eleições.
Manuel Alegre:
Da Weasel ao vivo. Como nunca deve ter ouvido...
Ribeiro e Castro:
Uma embalagem de especial Compal edição limitada.
2005/12/21
Soares, the least, I hope.
Soares é um político profissional, disso não restam dúvidas A não o ter sido restar-lhe-ia ser um advogado como tantos outros, sem mais mediatismo que a insignificância.
Soares fez carreira na política com os seus golpes baisxos, a sua política dúbia e pouco transparente.
Soares fez da truculência e do desrespeito arma de arremesso política.
Soares nunca teve uma visão integrada de Portugal, nunca teve para o nosso país uma visão global, responsabilizada e estruturante. Soares andou com a maré, ao sabor de amiguismos internacionais.
Apesar de tudo aparece ligado aos eventos chave do portugal moderno. Lamento dizê-lo, se calhar poucos concordarão comigo, mas nesses momentos esteve sempre por oportunismo e à falta de melhor. Os tempos eram parcos para a afirmação da ainda muito fragilizada direita, a esquerda mais radical não podia ser muito efusiva, então apareceu aquele híbrido de esquerdo, desligado do comunismo, sem complexos fascistas. Foi um político medíocre numa época medíocre. Já quanto ao dossier da entrada de Portugal na CEE, Mário Soares não fez nada que não fosse o esperado. Portugal foi empurrado para a CEE e lá acabaria com ou sem Mário Soares. O seu reinado presidencial devia ser case study para as modernas monarquias. Em grandes painéis mostrar aos seus súbditos, vejam, vejam o que pode ser uma Repúbica! Como figura internacional, mais uma vez, surge o oportunismo. Um dos caciques do socialismo europeu tem de ser chamado à liça pelos seus pares europeus, quando estes daquele geração já nada têm, do pouco que tiveram. O seu tão proclamado destaque é tão importante como o que é dado ao ex-embaixador do Burkina Faso em Washigton. Soares não é um dos pensadores europeus de respeito. Nem na comunidade socialista é visto como um pensador. Foi um agitador do bordão quando mais ninguém o podia fazer.
Soares é mal-educado. Foi um Presidente rude e nunca me esquecerei da cena gravada pela RTP em que ele maltrata elementos da GNR, brigada de trânsito, com ares de césar. Um Presidente é um cidadão, tem obrigações de cidadão e em caso algum está acima lei. No fundo um mal-criadão, com manias de bem nascido, que nunca soube ser povo e mais, nunca o quis ser. Um aristocrata da tanga. Mal-educado como só essa gente que julga poder passar por cima de tudo e todos consegue ser.
E nunca me esquecerei que esse homem queimou a bandeira portuguesa em Londres.
Soares fez carreira na política com os seus golpes baisxos, a sua política dúbia e pouco transparente.
Soares fez da truculência e do desrespeito arma de arremesso política.
Soares nunca teve uma visão integrada de Portugal, nunca teve para o nosso país uma visão global, responsabilizada e estruturante. Soares andou com a maré, ao sabor de amiguismos internacionais.
Apesar de tudo aparece ligado aos eventos chave do portugal moderno. Lamento dizê-lo, se calhar poucos concordarão comigo, mas nesses momentos esteve sempre por oportunismo e à falta de melhor. Os tempos eram parcos para a afirmação da ainda muito fragilizada direita, a esquerda mais radical não podia ser muito efusiva, então apareceu aquele híbrido de esquerdo, desligado do comunismo, sem complexos fascistas. Foi um político medíocre numa época medíocre. Já quanto ao dossier da entrada de Portugal na CEE, Mário Soares não fez nada que não fosse o esperado. Portugal foi empurrado para a CEE e lá acabaria com ou sem Mário Soares. O seu reinado presidencial devia ser case study para as modernas monarquias. Em grandes painéis mostrar aos seus súbditos, vejam, vejam o que pode ser uma Repúbica! Como figura internacional, mais uma vez, surge o oportunismo. Um dos caciques do socialismo europeu tem de ser chamado à liça pelos seus pares europeus, quando estes daquele geração já nada têm, do pouco que tiveram. O seu tão proclamado destaque é tão importante como o que é dado ao ex-embaixador do Burkina Faso em Washigton. Soares não é um dos pensadores europeus de respeito. Nem na comunidade socialista é visto como um pensador. Foi um agitador do bordão quando mais ninguém o podia fazer.
Soares é mal-educado. Foi um Presidente rude e nunca me esquecerei da cena gravada pela RTP em que ele maltrata elementos da GNR, brigada de trânsito, com ares de césar. Um Presidente é um cidadão, tem obrigações de cidadão e em caso algum está acima lei. No fundo um mal-criadão, com manias de bem nascido, que nunca soube ser povo e mais, nunca o quis ser. Um aristocrata da tanga. Mal-educado como só essa gente que julga poder passar por cima de tudo e todos consegue ser.
E nunca me esquecerei que esse homem queimou a bandeira portuguesa em Londres.
2005/12/16
2005/12/15
Filhos da Puta
Eu nem sei que escreva. Que são estas coisas que geraram esta menina? Haverá qualificativo para estas enormidades?
Só consigo escrever Filhos da Puta, embora peque por defeito. Que barbárie!
Preocupante
Público.
As declarações do Presidente iraniano não são, em si, minimamente preocupantes. É "natural" que um extremista como ele pense assim. Ficaria preocupado se o rei da Jordânia proferisse estas declarações. Cada coisa no seu contexto.
Então o que me preocupa, como o título do post parece indicar e indica?
Isto.
São 12 comentários. Cinco preocuparam-me.
Eis o que retive.
O Irão sente-se ameaçado. Coitadinho. Lá no fundo os judeus talvez não sejam flores que se cheirem
A culpa é do Bush e da América.
Deve pensar-se o sionismo porque no fundo os judeus não são flores que se cheirem.
A culpa é do Bush e da América.
A culpa é do Ocidente. E os judeus não são flores que se cheirem.
A culpa é do Bush e da América.
A culpa é do sionismo. Os judeus não são flores que se cheirem.
Não é preocupante?
2005/12/14
Daí que tenha voltado à Pirelli
Nem este!
Ainda pensei que este debate animaria. Mas nada. Miséria total. À esquerda reina o vazio diametralmente oposto à quantidade de candidatos.
Um comentário; se a candidatura de Alegre é confusa a de Soares é ridícula.
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