2010/03/10

velhos hábitos são difíceis de perder

 

Lula compara dissidentes cubanos aos criminosos brasileiros

Tal como uma besta será sempre uma besta, um comunista será sempre um comunista. E por vezes na mesma pessoa.

treinador de bancada

 

Adeus Champions. Este FC Porto não pertence a uma competição destas

Um título destes diz tudo e eu subscrevo-o na íntegra. O que mais me custou foi o gozo de um espanhol, às primeiras horas da manhã. Já ontem, depois da equipa presentear os ingleses com uma autoestrada para o terceiro golo, desisti e comecei a ouvir os podcasts que tinha em atraso. Até ouvir a Joana Amaral Dias dizer que se ela é barbie os outros são pokemons me deu mais prazer. E ouvir a joana sem a ver é dose… nem os olhinhos descansam…

costela comunista (ou a insanidade temporária)

 

Fernando Pinto: “Greves são do século passado”

Deste século são as remunerações absurdas a gestores de empresas públicas com prejuízos volumosos. Deste século são os bónus a gestores de empresas públicas com défices tremendos. Deste século são as renovações das frotas de automóveis da administração em ano (são todos) de perdas.

Isto sim é deste século. Quem disser o contrário é comunista e come criancinhas ao pequeno almoço.

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2010/03/09

em estudo para o cabaz

 

O Homem que Sonhava ser Hitler - Tiago Rebelo

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abutres à espera dos despojos

 

Carlos Coelho esperar para "ver como corre congresso" para escolher o seu candidato

Esta atitude é inqualificável para um dirigente do psd. As ideias dos candidatos estão expostas, o seu rumo político definido (mal ou bem…) e só falta saber para que lado pende a balança. Os oportunistas colocam-se atrás, observam a maré, e decidem consoante o desenrolar dos acontecimentos, tendo em conta o que a maioria vai manifestando.

É fácil ser político assim, é fácil ganhar, é fácil ter cargos, é fácil colher louros. O difícil é ser honesto e defender as nossas convicções, sejam elas quais forem.

jogos de sombras

 

Senador anti-homossexual confessa: “sou gay”

O cúmulo da hipocrisia, tanto ou mais ridículo pelas desculpas que apresenta. Ai e tal… foi a pressão do eleitorado… Bolas! Há alturas em que os homens precisam de ser homens, mostrar que têm as bolas no sítio, nem que seja para dizer que gostam de ter as bolas dos outros nas mão! Sejam homens!

2010/03/08

adoro as crónicas do mec

 

Desejo sinceramente que a Leya se foda, escreve miguel esteves cardoso. Crónica reproduzida no cadeirão de voltaire.

São raras as crónicas assim, escritas com raiva, com os sentimentos à flor da pele, com linguagem crua e muito usada, sem artifícios nem palavras mansas.

A destruição de livros pela Leya é criminosa. Há não muito tempo, tentei fazer uma mini-biblioteca numa aldeia esquecida do interior transmontano. Achei um projecto interessante atrair as pessoas para a leitura, para a discussão, introduzindo-lhes novos hábitos, criando a rotina da leitura. Pedi a todos os grupos editoriais livros, expliquei o projecto nas cartas que remetia, ofereci-me para prestar todas as informações necessárias. Éramos uma associação juvenil e ao abrigo da lei do mecenato as doações que nos fizessem teriam dedução fiscal. Enfim… Quantos livros recebi? Meia dúzia. E não querendo ser mal agradecido, até porque os aceitei todos, eram todos dignos de ser papel para reciclar. Eram péssimos livros, completamente invendíveis, sobre temas especializadíssimos, livros para minorias. E todas as editoras me pediam recibos de donativos com o valor de venda ao público desses livros… Enfim…

Da Leya recebi a ausência de uma resposta. Recebi nada. E se há livros que seriam bem recebidos seria literatura portuguesa. E mais, ofereci-me sempre para pagar os portes de envio.

Que queixa resta? Eu pagava os portes de envio e passava recibo ao abrigo da lei do mecenato! Que mais queriam? É uma vergonha.

Como o mec, quero que a leya se foda!

paris, je t'aime

 

Gostei muito de ver este filme. Uma viagem por paris através dos olhos de realizadores de várias origens, resultando numa mistura eclética de géneros e argumentos, de estilos e cinematografias.

Ficou-me na retina o segmento Place des Fêtes do realizador Oliver Schmitz que também foi o argumentista. Uma história de opressão negra, a que não será alheia a origem sul africana do realizador, com desencontro e encontro, com compaixão e insensibilidade.

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o roto e o nu

 

Cavaco tem “mau hálito político”, diz Morais Sarmento.

Não discordo da afirmação mas permito-me acrescentar, diz o roto ao nu!

Discordo de cavaco como sempre discordei, é uma antipatia quase visceral que sinto por ele. Reconheço-lhe o mérito académico mas não lhe vejo qualidade como político. Foi um tecnocrata, um homem que reduzia a números a sociedade, pouco preocupado com os portugueses como povo, obcecado com portugal como estatística.

Achei vil e perturbante as suas intervenções como pensador nos tempos finais da presidência sampaio e achei lamentável e de uma baixeza enorme o seu artigo boa e má moeda.

Tenho como orgulho para mim nunca ter votado em cavaco. Devia dar direito a cartão de militante e a tag para blogue.

Mas morais sarmento é um político da pior espécie, oportunista e rasteiro, sabujo e viperino. Pauta-se pelo que critica e nunca pelo que propôs. Aliás, desconheço-lhe ideias ou projectos. Esta frase é fait-diver, boa para fazer leads estrondosos e reaparecer na imprensa em vésperas de eleições no psd. E só isso mostra a criatura. É caso para dizer que o hábito faz o monstro.

há dias assim

 

Um sol raro e fabuloso lá fora, que entra pela janela e me aquece a pele. Mas a alma, essa, está negra e fria.

Há assuntos de que não devemos falar, escuridões mentais que devem ficar armazenadas naqueles cantos poeirentos e sem luz, onde não nos farão mal, inertes, adormecidos. Quando mexidos, mordem a alma e despertam sentimentos dolorosos. E são difíceis de arrumar, não se aquietam sem luta.

Assim, vou sair para o sol, tentar sossegar e compartimentar o que já estava apaziguado e renasceu em dor profunda, aguda, como uma agulha quente a entrar por baixo das unhas.

2010/03/07

2010/03/06

Oh the truth ou o sorriso do cínico

 

Tell me why are we
So blind to see.
That the ones we hurt
Are you and me?
Tell me why are we
So blind to see.
That the ones we hurt
Are you and me?

gangsta’s paradise

treinador de bancada

Prefiro o Tengarrinha ao Maicon. O Castro ao Tomás Costa, ao Guarin, ao Belushi. O Ukra ao Mariano, ao Valeri, ao Rodriguez. O Jorge Costa ao Jesualdo.

E se nem estes eu prefiro já… Quanto eu não gosto dos outros!!!

um lago no oceano

 

Um disco que me relaxa, que gosto de ouvir, que me emociona. Despretensioso, calmo, simples.

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murro no estômago

 

A caminho de casa, sentia os flocos de neve como beijos húmidos e frios na cara; um ou outro escapavam pelo pescoço  em arrepios de prazer; as papilas aplacadas ao sabor do chocolate.

À chegada o murro no estômago encarnado no porteiro trombudo, emanando um misto de ranço com alho, que me pára, inebriando-me com o seu bafo perene de vapores de vodka. E vinha eu tão bem disposto… Quase a gostar de estar na Polónia… Quase…