2010/03/08

há dias assim

 

Um sol raro e fabuloso lá fora, que entra pela janela e me aquece a pele. Mas a alma, essa, está negra e fria.

Há assuntos de que não devemos falar, escuridões mentais que devem ficar armazenadas naqueles cantos poeirentos e sem luz, onde não nos farão mal, inertes, adormecidos. Quando mexidos, mordem a alma e despertam sentimentos dolorosos. E são difíceis de arrumar, não se aquietam sem luta.

Assim, vou sair para o sol, tentar sossegar e compartimentar o que já estava apaziguado e renasceu em dor profunda, aguda, como uma agulha quente a entrar por baixo das unhas.

2010/03/07

2010/03/06

Oh the truth ou o sorriso do cínico

 

Tell me why are we
So blind to see.
That the ones we hurt
Are you and me?
Tell me why are we
So blind to see.
That the ones we hurt
Are you and me?

gangsta’s paradise

treinador de bancada

Prefiro o Tengarrinha ao Maicon. O Castro ao Tomás Costa, ao Guarin, ao Belushi. O Ukra ao Mariano, ao Valeri, ao Rodriguez. O Jorge Costa ao Jesualdo.

E se nem estes eu prefiro já… Quanto eu não gosto dos outros!!!

um lago no oceano

 

Um disco que me relaxa, que gosto de ouvir, que me emociona. Despretensioso, calmo, simples.

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murro no estômago

 

A caminho de casa, sentia os flocos de neve como beijos húmidos e frios na cara; um ou outro escapavam pelo pescoço  em arrepios de prazer; as papilas aplacadas ao sabor do chocolate.

À chegada o murro no estômago encarnado no porteiro trombudo, emanando um misto de ranço com alho, que me pára, inebriando-me com o seu bafo perene de vapores de vodka. E vinha eu tão bem disposto… Quase a gostar de estar na Polónia… Quase…

2010/03/05

Oh the truth ou o sorriso do cínico

In this proud land we grew up strong
We were wanted all along
I was taught to fight, taught to win
I never thought I could fail
No fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
Ive changed my face, Ive changed my name
But no one wants you when you lose

mais uma piękne kobiety

 

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Natalia Siwiec

neve e mais neve

 

Neva como tudo. Já enjoa… Estou fartinho de neve. Que saudades do sol português.

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E ao fundo, quem espreita? O sol… Que raio de clima este!

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wroclaw

wish list

 

O Mistério de Olga Tchekhova
Autor: Beevor, Antony
Editora: Bertrand Editora

 

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2010/03/04

ideias brilhantes

Quando um peixe falar contigo, ouve-o.

o mundo é dos idiotas

basílio ébrio de amor pelo seu presidente, ou ébrio por outra causa qualquer. Apre, que em Portugal parece ser requisito ser idiota para ter um alto cargo público. Portugal está bem e recomenda-se! Que tremam os holandeses! Irra, não há paciência!

vivaldi, il maestro

 

quatro estações – inverno, numa interpretação intensa e magistral pela violinista sul coreana Kyung Wha Chung, cheia de vigor, com um ritmo forte, rápido e apaixonado

 

solidariedade é só quando convém

 

Alemães sugerem à Grécia  venda de ilhas e património histórico. Só quem não conheça os preconceitos de superioridade que esta malta da Europa central tem em relação aos mediterrânicos pode estranhar uma ideia tão sacana e repugnante.

Enquanto esses países foram mercado, com taxas de crescimento razoáveis e uma taxa de penetração no seu mercado pelas empresas centro-europeias e, nomeadamente alemãs, era o paraíso da coesão europeia. Quando a merda chega à ventoinha é o salve-se quem puder e o renascimento do império dos abutres. Não foram lá com uma guerra querem expansão territorial à força do dinheiro, à custa de uma crise da qual são, também, responsáveis, pois as instituições bancárias alemãs participaram no envenenamento do mercado.

2010/03/03

soraia chaves, a miúda ao domicílio


O que levou muitos portugueses ao cinema ver este filme afastou-me da tela, ou seja, porquê pagar para ver o corpaço da soraia, havendo uma prodigalidade de fotos da dita beldade em trajes tão ou mais reduzidos?
 
Pensava eu que o filme se reduziria à bela escultural e umas cenas de pinocada mal amanhada. Sim, mal amanhada, porque os realizadores portugueses sempre foram muito toscos na era de filmar o zuca-truca, quer por excesso, quer por omissão de conteúdo e nisso o zé vasconcelos não era excepção mas regra.
 
Resumindo, foi bastante agradável ver este filme. Está bem filmado, tem planos muito interessantes, alterna com sensibilidade a velocidade do drama e as cenas mais hard-core aparecem na justa medida.
 
Gostei dos fodasses e caralhos e outros palavrões avulso. A língua portuguesa tem vários registos e o filme não é sobre as tias de cascais (se bem que essas também devem berrar umas caralhadas durante o coito). E não me digam que no interior das forças da lei da ordem não se trocam vocábulos como carroceiros em disputa renhida.
 
A história está bem urdida, manteve-me preso ao ecrã, tem uma temática actual (ui ui!) e foi bem resolvida. Acabo dizendo que não dou o meu tempo por perdido, o que não posso dizer por filmes com muito boas críticas, cinema francês e indie americano, que tenho visto. O que é português também pode ser bom e este é concerteza!
 
duas pérolas:

Isto é o caso típico de dois crimes a foderem no mesmo saco.


Mais valia ser puta pá. Porque fodem, mas ao menos pagam.


E para rematar uma foto, que até o sexo tem pedalada! Como, infelizmente, se continua a dizer, nem parece português!


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