2003/11/29
Cunhal
Imperdoável. Esqueci-me de dar os parabéns ao Cunhal! Mas, como mais vale tarde do que nunca, cá vão. Cunhal, camarada, Parabéns! Não pela idade, que é sempre bonita, mas por teres sido o maior anacronismo político alguma vez visto! Parabéns! Outro qualquer tinha, com grande probabilidade, instalado um regime comunista em Portugal. E eu estaria a escrever estas páginas com sangue num qualquer gulag. Obrigado por teres existido como o maior patarata (regionalismo) político português. Coerência te apontam quando os outros quadrantes te querem elogiar. Fanatismo idiota te aponto eu, quando te quero elogiar. Tens muitas qualidades, mas, infelizmente não me lembro de nenhuma. Se calhar, tenho memória curta... Fica o teu talento literário de Manuel Tiago. Mas quem quero eu enganar com esta? Talento literário? Pois sim... No fundo, não prestas. Nunca prestaste. Vais morrer um dia. Isso enternece-me. Afinal não são só os bons que morrem... E como se diz, dos fracos não reza(rá) a história...
Telelés
Agora critica-se que Portugal esteja acima da média europeia na utilização de telemóveis, tendo em conta a grave crise que vivemos. Mas convém não esquecer que um ex-digníssimo-Ministro das Finanças socialista disse um dia ser Portugal um país com uma economia pujante e em franco crescimento, tendo em conta o número de telemóveis que havia em Portugal. O que mudou?
O número de telemóveis continuou a crescer. Então porque está a economia em recessão? Ou eu não percebo nada ou esse Sr. era um incompetente...
A Justiça (dos outros)
« Justiça, problema? Onde?!
Júdice reconhece que falhou em sensibilizar Governo para a Justiça
O bastonário da Ordem dos Advogados, José Miguel Júdice, reconheceu ter falhado na sensibilização do Governo para o sector. Admitiu ainda que como consequência desse fracasso o Orçamento de Estado para a Justiça foi reduzido.
Esta ‘vitimização’ de Júdice é inteligente. As suas declarações-declarações, devem ser assim lidas: o Governo é incompetente por não investir na Justiça, um dos pilares da cidadania. Mais: a ministra devia ser demitida.»
Caríssimo V. de S., permite-me que conclua o teu post com esta frase simples: E nomear-me a mim Ministro!
É só. Um abraço.
Esta ‘vitimização’ de Júdice é inteligente. As suas declarações-declarações, devem ser assim lidas: o Governo é incompetente por não investir na Justiça, um dos pilares da cidadania. Mais: a ministra devia ser demitida.»
A PT e o terrorismo
Já que o Ruas classifica a PT de terrorista, concordando vários com esse ponto de vista reage o governo.
Desta forma, o terrorismo da PT vem mais uma vez ser atacado pelo governo português, que nestes assuntos se tem mostrado particularmente activo e eficaz. Não é que dotou as autarquias de uma nova arma? Pois é, a PT vai ter que pagar às autarquias taxa de ocupação do solo. Este governo está sempre na primeira linha... Não deixa escapar uma... Não é, V. de S.?
Solana
Javier Solana afirmou que não faz sentindo enviar mais tropas para o Iraque pois estes são vistos como uma força de ocupação. E segundo V. de S. Figueiredo Lopes baixou aos cuidados intensivos por causa dessa declaração. Meu caro, como te enganas. Deu dois, sim dois, pulos de alegria. Finalmente alguém da esquerda europeia tem visão para alcançar a brilhante decisão do governo português de enviar forças policiais e não militares para o Iraque!
Perguntas às notas
Meu caro V. de S.,
Quanto à América e as suas intervenções internacionais:
Acreditas que os Iraquianos estavam em melhor posição antes da força Anglo-Americana derrubar Saddam?
Idem aspas para os Afegãos?
Por não se terem encontrado armas de destruição maciça não se devia ter intervindo no Iraque?
Serás tão ingénuo que acredites que alguma guerra foi iniciada para extinguir a Al-Quaeda a curto-prazo? Não é possível fazê-lo. Propuseram-se foi a acabar com estados que serviam de refúgio a terroristas, dando dessa forma um golpe importante na estratégia final de acabar com o terrorismo.
A GNR e o Iraque
«Os ambientalistas afiançam que o nosso país ainda “está muito aquém” de possuir as medidas mínimas necessárias ao combate e prevenção de catástrofes semelhantes. Mas dinheiro para enviar os guardas para o Iraque, foi só estalar os dedos... Demagogia? Nem por isso. Uma simples constatação.»
Realmente... Também concordo. Esta de nos estarmos a armar em grandes, a tentar ser imitações pobres de grandes potências mundiais ainda vai dar em desgraça... Nunca vamos ser como estes colossos económicos e militares que também têm homens no Iraque (já agora, ao abrigo do direito internacional e da resolução 1441 do Conselho de Segurança das Nações Unidas) que vou nomear a seguir :
Hungria 140 Homens
Azerbeijão 150
Mongólia 160
Honduras 368
Rep. Checa 400
Bulgária 500
Roménia 700
Ucrânia 1650
Polónia 2350
É de notar os países que vão ser membros da União Europeia e os que já são da NATO, logo, disputam espaço vital económico e militar com Portugal. Como se vê, não têm pejo em assumir políticas de aproximação aos EUA, conquistando ao mesmo tempo uma posição, quer na Europa, quer no mundo.
São as questões de geopolítica e visão estratégica para o desenvolvimento num mundo globalizado que a esquerda não quer perceber ou finge não serem importantes. Enterrar a cabeça na areia só resulta mesmo com a avestruz. Não participarmos numa operação militar internacional com medo de beliscaduras, pois nunca seremos alvo para o terrorismo. Pois é, até que aconteça, somos uns anjinhos que não incomodamos para não nos incomodarem. E continuar a pensar que os problemas são dos outros. A continuarmos nessa anterior estratégia a nossa, cada vez menor, influência internacional desapareceria. Temos que garantir um capital de projecção que nos garanta apoio para implementar estratégias económicas e militares que nos favoreçam. Temos que garantir que podemos ser beneficiados com a conjuntura internacional, mantendo a nossa tradição de solidariedade e justiça.
Esperemos também, que não haja acidentes com o subagrupamento alfa da digníssima GNR. Estou certo que não haverá. Afinal, os nossos homens, quer a GNR, quer as Forças Armadas, sempre primaram por uma excelência, reconhecida por todos os que com eles colaboraram, em todas as missões que desempenharam no estrangeiro.
Fica aqui um dado: Fora Britânicos e Norte-Americanos, afinal, o tal exército invasor , foram mortos 18 Italianos (todos de uma vez no reles atentado em Nassíria; num total de 3000 homens), 3 Espanhóis (num total de 1255), 2 Ucranianos (num total de 1650), 1 Dinamarquês (num total de 420) e 1 Polaco (num total de 2350 homens). Mesmo do lado invasor, as baixas são relativas; 278 Americanos (num total de 130.000) e 20 Britânicos (num total de 9900).
Mas, embora muita gente às escondidas tenha sentimentos diferentes, espero sinceramente que não hajas vítimas. Tenho um amigo numa missão de paz e quatro que seguirão, em breve, para outra. Sei na pele o que é apóia-los nessa decisão, dar-lhes força e coragem para a desempenharem da melhor forma possível. Acredito nesse ideal. Por isso estou com os valentes que estão no Iraque. Força e voltai bem.
Agora a questão financeira. Os 128 militares da GNR fazem parte do corpo de intervenção. Logo, por mais falta de pessoal que este corpo tenha, não são estes homens que vão preencher as vagas. A questão é de fundo e não é de agora. Resolveu-a o PS? Pois sim... Falta gasóleo para pôr os jipes a trabalhar? O problema aconteceu agora e devido à partida destes elementos para o Iraque? Não me parece... Temos um contingente com perto de 900 homens em Timor. As despesas com essa missão são muitíssimo maiores. Alguém se queixa? Ou será outro exemplo de “vassalagem” aos EUA? Ou será por solidariedade que este governo manteve a política do anterior e continuou o envio de tropas para Timor? Pois é... Face à barbárie a que todos assistimos é unânime a opinião de que devemos ajudar Timor. Mas o Iraque não! Porquê? Necessitarão menos da nossa ajuda? Ou por haver interesses económicos, nós, os desinteressados portugueses, não devemos participar! Só quando as causas são nobres e não possamos retirar qualquer vantagem da projecção de força esta deve ser empregue. Porque nós não queremos ser associados à guerra de interesses! Não. Somos muitos hipócritas para isso. É claro que os países que ajudarem à pacificação do Iraque irão beneficiar de favorecimentos económicos na recuperação do Iraque. E porque não aproveitar, ao mesmo tempo dando garantias aos nossos aliados que estamos com eles? Santa hipocrisia, que devias ser padroeira nacional!
Já agora, se morrem mais portugueses nas estradas que no Iraque, e sendo as estradas um dos locais de trabalho da GNR, não será mais seguro para estes estar no Iraque que a trabalhar em Portugal?
As estações do ano
No Pólo Norte, no Inverno, a Terra está mais afastada do Sol. Nada mais errado.
O eixo da Terra está inclinado 27027’ no que respeita ao plano de translação. Logo, não é a distância ao Sol que provoca as estações do ano, mas sim a inclinação da Terra. Quando a Terra está no seu Periélio (Solstício de Inverno) a distância ao Sol é a menor (146 400 000 Km). No Afélio (Solstício de Verão) a distância ao Sol é a maior (151 200 000 Km). Quando o Pólo Norte está “apontado” para o Sol estamos no Verão, sendo a exposição às radiações solares máxima. Daí que os dias sejam maiores e os pólos passem pelo fenómeno das 24 horas dia (ou noite).
Máscara do sonho
Sinto-me isolado num mundo só meu.
A angústia assola-me quando não consigo partilhar
As dúvidas e as angústias
Que me varrem uma alma carregada de dor.
Os sonhos a que me abandono
São promessas de uma paz fingida
Que me dói por saber que não é minha.
Morfeu, larga-me dos teus braços apertados
Deixa-me viver o real com mágoas, mas que é meu.
Quero sair desta penumbra onde vivo,
Viver o que vislumbro,
Enfrentar a dor num duelo justo.
Prefiro a derrota final ao desespero
Desta fuga inglória,
Que me arrasta e vence,
Em terrenos que não são os meus.
Cada vez mais me afundo
Num lodaçal que o nevoeiro não me deixou antever
E assim a âncora da vida que se mantém firme
Segura-me a um destino que não conheço
Onde me procuro e não me encontro.
Onde vivo apenas na memória
Dos que me querem,
Onde apenas vive um nome e um passado.
Preciso relançar-me na corrente da vida
banhar-me na água do espírito
E encontrar o mar calmo de uma vida de paz.
2003/11/15
Não somos os únicos
“Gran Bretaña sólo reclutó a 33 sanitarios gallegos
Pese a la fuerte ofensiva de la embajada británica para reclutar personal sanitario de la cantera gallega, desde 2001 tan sólo 33 enfermeras de la comunidad han preparado las maletas para emigrar. Los responsables de la campaña llegaron ayer de nuevo a Compostela para explicar a los estudiantes de la Escuela de Enfermería los detalles de la oferta laboral del Gobierno británico. Mónica Colino, de la embajada del Reino Unido en España, recordó a los jóvenes que se ofrece un contrato prorrogable de dos años de duración. Además, el programa financia el viaje y facilita alojamiento.
Afinal, não estamos sós no recrutamento de técnicos de saúde espanhóis. Acho que os espanhóis descobriram o novo filão das exportações.
Aprender com os erros
“Científicos gallegos y europeos estudian cómo detectar vertidos en el mar en tiempo real
Científicos gallegos y europeos empezarán a trabajar en la Escuela de Caminos de A Coruña en un proyecto "pionero" en Europa para la detección "a tiempo real" de vertidos contaminates en el medio marino y obtener información "más precisa" de la composición de los mismos.”
Estes aprenderam com os erros. Tendo assistido nós aos erros cometidos com o Prestige não seria melhor começarmos já a ter iniciativas como estas que os galegos promovem? Ou estaremos à espera de qualquer desastre (ou milagre que o evite) para começarmos? Até quando? É que nós não conseguiremos criar uma dinâmica como eles criaram para a resolução do problema em tão curto espaço de tempo.
Científicos gallegos y europeos empezarán a trabajar en la Escuela de Caminos de A Coruña en un proyecto "pionero" en Europa para la detección "a tiempo real" de vertidos contaminates en el medio marino y obtener información "más precisa" de la composición de los mismos.”
Cassini (A sonda que mais se aproximou de Júpiter)
“Everything visible on the planet is a cloud. The parallel reddish-brown and white bands, the white ovals, and the large Great Red Spot persist over many years despite the intense turbulence visible in the atmosphere. The most energetic features are the small, bright clouds to the left of the Great Red Spot and in similar locations in the northern half of the planet. These clouds grow and disappear over a few days and generate lightning. Streaks form as clouds are sheared apart by Jupiter's intense jet streams that run parallel to the colored bands. The prominent dark band in the northern half of the planet is the location of Jupiter's fastest jet stream, with eastward winds of 480 km (300 miles) per hour. Jupiter's diameter is eleven times that of Earth, so the smallest storms on this mosaic are comparable in size to the largest hurricanes on Earth.
Unlike Earth, where only water condenses to form clouds, Jupiter's clouds are made of ammonia, hydrogen sulfide, and water. The updrafts and downdrafts bring different mixtures of these substances up from below, leading to clouds at different heights. The brown and orange colors may be due to trace chemicals dredged up from deeper levels of the atmosphere, or they may be byproducts of chemical reactions driven by ultraviolet light from the Sun. Bluish areas, such as the small features just north and south of the equator, are areas of reduced cloud cover, where one can see deeper.”
Unlike Earth, where only water condenses to form clouds, Jupiter's clouds are made of ammonia, hydrogen sulfide, and water. The updrafts and downdrafts bring different mixtures of these substances up from below, leading to clouds at different heights. The brown and orange colors may be due to trace chemicals dredged up from deeper levels of the atmosphere, or they may be byproducts of chemical reactions driven by ultraviolet light from the Sun. Bluish areas, such as the small features just north and south of the equator, are areas of reduced cloud cover, where one can see deeper.”
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2003/11/14
Hippopotomonstrosesquippedaliophobia
“Hippopotomonstrosesquippedaliophobia is the fear of long words.” Li isto na internet. Arranjam cada coisa... Nem sei se este termo existe (provavelmente se existir em português o ph é substituído por f e o resto manter-se-ia...). Em abono da verdade nem me dei ao trabalho de confirmar a veracidade do que transcrevi. Mas cá fica. Pode ser usada para engatar miúdas difíceis e com pretensões a intelectualóides, que se deixem impressionar com estas alarvidades enciclopédicas próprias de bichinhos de circo a imitar o “Quem quer ser milionário?”. Porque fica sempre bem dizer: - “Viste o QQSM de ontem? Que estúpido! Usou as ajudas para perguntas tão básicas que eu até sabia as respostas certas antes das hipóteses serem apresentadas...”. Para esses cá fica esta pérola. Já agora, felicidades e bons engates...
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