2010/02/26
Kadhafi, o justo
2010/02/25
Suspiro
2010/02/24
Oh the truth ou o sorriso do cínico
Ética e Razão
2010/02/23
A tese sem antítese...
«A tese de que sou um amigo do Governo faz caminho. É do conhecimento público que, há mais de 10 anos, assessorei dois socialistas (António José Seguro e Mário Soares) e, com notícias destas, muita gente pode ficar convencida que existe uma causa e um efeito, mas não existe», garante.
Conversas na sétima arte
João de Deus.
Nome Santo. É crente?
Não é uma questão de crença, é uma questão de confiança.Deus é obscuro.
Graças à sua boa acção os anjos e os serafins rejubilam no Reino dos Céus.
Madre, não transforme um pequeno impulso aquático numa orgia celestial.
Tome lá cem escudos. Mas não gaste tudo em vinho.
Deus a abençoe, madre abadessa, por esta santa esmolinha.
Que Deus o acompanhe.
Mais vale só...que mal acompanhado.
Ó Agostinho, toma lá cem dólares, mas não gastes tudo em freiras.
Muito obrigado, meu bom senhor.
Verifico com alegria que ainda há gente honesta neste mundo.
As irmãs da caridade, pum!
Têm um buraco no cu, pum!
Que lhes fez o Padre Santo, pum!
Com a chave do baú, pum!
Conversas na sétima arte
Max Schreck: It made me sad.
Albin: Why sad?
Max Schreck: Because Dracula had no servants.
Albin: I think you missed the point of the book, Count Orlock.
Max Schreck: Dracula hasn't had servants in 400 years and then a man comes to his ancestral home, and he must convince him that he... that he is like the man. He has to feed him, when he himself hasn't eaten food in centuries. Can he even remember how to buy bread? How to select cheese and wine? And then he remembers the rest of it. How to prepare a meal, how to make a bed. He remembers his first glory, his armies, his retainers, and what he is reduced to. The loneliest part of the book comes... when the man accidentally sees Dracula setting his table.
A ideia de uma compaixão quase superior por uma figura sórdida, vista na sua redução ao humano quotidiano.
2010/02/22
Ao longe... O Sul...
2010/02/21
Abertura
La luna rossa, il vento, il tuo colore
di donna del Nord, la distesa di neve…
Il mio cuore è ormai su queste praterie,
in queste acque annuvolate dalle nebbie.
Ho dimenticato il mare, la grave
conchiglia soffiata dai pastori siciliani,
le cantilene dei carri lungo le strade
dove il carrubo trema nel fumo delle stoppie,
ho dimenticato il passo degli aironi e delle gru
nell’aria dei verdi altipiani
per le terre e i fiumi della Lombardia.
Ma l’uomo grida dovunque la sorte d’una patria.
Più nessuno mi porterà nel Sud.
Oh, il Sud è stanco di trascinare morti
in riva alle paludi di malaria,
è stanco di solitudine, stanco di catene,
è stanco nella sua bocca
delle bestemmie di tutte le razze
che hanno urlato morte con l’eco dei suoi pozzi,
che hanno bevuto il sangue del suo cuore.
Per questo i suoi fanciulli tornano sui monti,
costringono i cavalli sotto coltri di stelle,
mangiano fiori d’acacia lungo le piste
nuovamente rosse, ancora rosse, ancora rosse.
Più nessuno mi porterà nel Sud.
E questa sera carica d’inverno
è ancora nostra, e qui ripeto a te
il mio assurdo contrappunto
di dolcezze e di furori,
un lamento d’amore senza amore.
Salvatore Quasimodo
2009/06/24
Entrevista de Ferreira Leite na Sic
Foi com grande satisfação que assisti à entrevista da líder do PSD, pois encontrei-lhe um discurso e uma forma de estar que se coaduna com a liderança d um país.
Acho que a política adoptada, pela verdade, pela honestidade e pela sinceridade é uma real mais valia para o PSD, e sobretudo para o país. Gosto deste discurso, e em grande contradição com penteado e indumentária, da clareza e da lucidez do discurso. Com rigor mas sem dramatismos, com verdade, sem alinhar em compromissos despropositados e sem embarcar no tradicional discurso eleitoralista. Gostei em especial da intenção de fazer um programa de governo com verdade e clareza, sem aquele discurso retórico, críptico e balofo com que temos sido brindados.
A chamada de atenção ao anúncio de medidas sem para elas haver provisão orçamental, ao anúncio antes do facto consumado, à política de show-off, sem rumo, foi muito pertinente e particularmente acertada.
Dito isto, não consigo esquecer que foi esta senhora que pela primeira vez me pôs na rua, me envolveu numa manifestação, me fez correr aos gritos, fechar portões de escolas, fazer greves e protestos. Mas, ninguém é perfeito, e em verdade não consigo antever futuro para portugal continuando lá este pequeno ditador. E como FL disse, e muito bem, nestas eleições discute-se na essência quem queremos a governar Portugal, ps ou psd.
2009/03/22
2008/12/24
Soneto de Fidelidade
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes