2004/04/17

Dia 5



Recebi hoje uma cacha de primeira. Mas vou começar do início.

Estava eu num dos meus passeios campestres, cigarrito nos queixos, para melhor apreciar o cheiro da natureza, quando ouço um restolhar no meio de um giestal. Pensei que fosse o coelhito ou uma lebre. Paro, sento-me numa pedra e espero que o cigarro se fume enquanto descanso uns minutitos. Novamente ouço o restolhar, mas desta vez profundo e acompanhado por uns rouquejos. Oh diabos, pensei eu. Queres ver que ainda para aqui um estúpido de um javali? De repente, qual bela com um grande senão, sai do giestal o Carlos Mourão. Vem direito a mim e estende-me a mão em convite para um cumprimento. Disse-lhe que passava bem sem aquele aperto de mão tendo em conta as actividades ecológicas que ele tinha desenvolvido lá pró giestal. Ele riu-se e disse-me que gostava mais assim. Faz lembrar bons velhos tempos! Assenti nesta lógica ilógica (mas quais bons velhos tempos?) e continuamos a conversar. É um personagem que muito prezo nesta parvónia. Em tempos mais tristes contarei a história da sua vida. Foi então que recebi a cacha, a Armanda, mulher recém viúva, do alto dos seus sessenta anos, teria ido à vila comprar um vibrador na farmácia. Bem, por hoje estou cansado, facto compreensível se tivermos em linha de conta as desventuras de hoje. Continuarei a história da Armanda e do vibrador amanhã.

E assim se passou mais um dia desta (nem) sempre entediante vida na Parvónia.







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